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No século XIX, o imigrante alemão Levi Strauss viajou aos Estados Unidos para vender lonas para toldos utilizadas nas carroças de mineradores. Ao chegar nas zonas de mineração, Levi percebeu que a maior necessidade destes trabalhadores eram roupas resistentes para execução do trabalho.
Aproveitou, então, o estoque encalhado de tecido na cor marrom para, com ajuda de um alfaiate, criar uma calça especial, com tecido super resistente.
Porém, apesar de resistentes, as calças eram extremamente duras. Com foco em sua nova e crescente clientela, Levi voltou à Europa e encontrou um tecido de algodão trançado, muito resistente, porém bem mais flexível.
Em 1890, o alemão decidiu tingir o tecido de azul, utilizando uma planta indiana chamada Indigus e dando ao tecido a cor com a qual ficaria famoso mundialmente.
Com o tempo vieram os detalhes: rebites, botões metálicos, as etiquetas em couro e bolsos traseiros.
Mais tarde o jeans serviria de símbolo para várias gerações: nos anos 40/50 era símbolo da rebeldia quando usado pelos cowboys do asfalto em suas motos Harley Davidson. Esta rebeldia foi imortalizada com James Jeans e Elvis Presley. Não demorou muito para que jovens do mundo inteiro, seguindo o estilo de seus ídolos, começassem a vestir peças de jeans. Após os rebeldes dos anos 50, vieram os hippies, os punks, os yuppies, etc. E o jeans se manteve como figurino oficial de todos estes movimentos até os dias de hoje.
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